Ministério Público investiga denúncia de bullying em colégio particular de Maceió

Ministério Público Estadual de Alagoas Jonathan Lins O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento para investigar uma denúncia de bully...

Ministério Público investiga denúncia de bullying em colégio particular de Maceió
Ministério Público investiga denúncia de bullying em colégio particular de Maceió (Foto: Reprodução)

Ministério Público Estadual de Alagoas Jonathan Lins O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento para investigar uma denúncia de bullying contra uma aluna em um colégio particular de Maceió. A apuração busca verificar se houve omissão da instituição de ensino na prevenção e no enfrentamento das agressões. O nome da escola não foi divulgado. Segundo o MPAL, a denúncia aponta que a estudante estaria sendo vítima de intimidações repetidas dentro da escola. O órgão também apura se a direção do colégio tomou providências após ter conhecimento das supostas agressões. O caso é acompanhado pelo promotor de Justiça Gustavo Arns, da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, que também integra o Núcleo de Defesa da Educação (Nuded) do Ministério Público de Alagoas. “A lei diz, categoricamente, que esse tipo de comportamento viola os direitos fundamentais da criança e do adolescente. O Estatuto da Criança e do Adolescente é muito claro ao estabelecer que devem ter direito à dignidade, à educação e a um ambiente seguro, além de serem respeitados e protegidos das violências física e psicológica”, destacou o promotor. De acordo com o Ministério Público, a Lei nº 14.811/2024 tornou o bullying e o cyberbullying crimes. Nos casos presenciais, a punição pode incluir multa. Já quando a prática ocorre por meio da internet, aplicativos ou jogos online, a pena pode variar de dois a quatro anos de prisão, além de multa. A legislação também determina que escolas adotem medidas de conscientização, prevenção e combate à violência no ambiente escolar. Como primeiras providências da investigação, o promotor determinou a notificação do colégio para que apresente informações sobre o caso no prazo de 10 dias. Entre os esclarecimentos solicitados estão se a escola tinha conhecimento das ocorrências relatadas, quais providências foram adotadas para apurar os fatos, quais medidas pedagógicas ou disciplinares foram aplicadas aos alunos envolvidos e quais protocolos de prevenção e enfrentamento ao bullying são adotados pela instituição. O Ministério Público também requisitou cópias de registros internos, relatórios pedagógicos, comunicações com responsáveis e documentos relacionados à apuração do caso, além do protocolo institucional de prevenção à violência escolar. Segundo o órgão, outras diligências poderão ser realizadas durante a investigação, caso sejam necessárias para esclarecer a situação. Veja os vídeos que estão em alta no g1